Pela Região

Negociação para venda da Usina Pampa Sul não avança

Engie pretende sair da geração de carvão e focar em fontes renováveis

Engie pretende sair da geração de carvão e focar em fontes renováveis

A empresa Engie Brasil Energia, responsável pela construção da Usina Termelétrica (UTE) Pampa Sul (345 MW), em Seival, no município de Candiota, e pela construção do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (857 MW), localizado em Santa Catarina, encerrou, nesta semana, a negociação de venda dos ativos da empresa com a ContourGlobal, sediada em Londres, na Inglaterra. As tratativas iniciaram em dezembro do ano passado, e segundo a empresa de energia, não evoluíram de modo satisfatório.
Conforme o gerente socioambiental da UTE Pampa Sul, Hugo Róger Stamm, o processo de venda faz parte da estratégia de descarbonização da companhia, e teve inicio em 2017. Ele salienta que desde dezembro do ano passado, a empresa ContourGlobal, com atuação internacional, tinha a exclusividade na negociação e estava fazendo a due diligence (checagem das condições do negócio) quanto aos empreendimentos.
Uma das justificativas para a Engie se desfazer dos empreendimentos é a estratégia global da empresa, de descarbonização, ou seja, de sair da geração de energia a partir do carvão mineral e focar no crescimento de fontes renováveis. Confirmando a venda, o objetivo da Engie é que o novo investidor seja o responsável pelo término da construção da usina de Candiota. Em função da negociação com a ContourGlobal, a empresa opta pela busca de alternativas para a continuidade do processo de descarbonização.
O empreendimento é resultado do leilão de energia A-5, realizado em 28 de novembro de 2014, quando a Tractebel Energia, atual Engie Brasil Energia, adquiriu o direito de operação da nova usina por 25 anos, a partir de janeiro de 2019. Cerca de 70% do cronograma de obras já foi executado.
A obra, que iniciou em julho de 2015, movimenta a economia local. Atualmente, atuam aproximadamente 3,5 mil pessoas diretamente na implantação do empreendimento. A obra principal é de responsabilidade da empresa chinesa Sdepci, que detém experiência na construção e comissionamento de termelétricas a carvão, com a tecnologia de ponta.

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